1 dia na Irlanda do Norte
Meus queridooooos, como vocês estão?? Não, as Olimpíadas não acabaram comigo, mas quaaaase! Rs Esse foi um dos motivos pelo qual me ausentei, e também tem alguns outros que ainda não posso contar mas posso garantir que são ótimas novidades.
Nossa viagem pela Ilha Esmeralda está chegando ao fim 😩, mas prometo que virão outras tão incríveis quanto!!! VAMOS COM TUUUUUUDO! Rs
Mas antes de darmos nosso último rolê pela Irlanda, convido vocês a curtirem Doug Pelo mundo no Facebook e no Instagram. Sei que alguns de vocês já estão por lá e sabem que lá nós conseguimos bater um papo melhor! Além de poder acompanhar ao vivo as minhas andanças! Maaaas, quem não está, fica o convite! Não sei não, mas acho que vocês vão gostar… 🙈
To aqui enrolando para não chegar ao fim nossa viagem!!! 😭 Mas é aquela coisa né, tudo que é bom acaba rápido, e claro que aqui não ia fugir a regra… 😕
Então vamos lá… Nosso tour final vai ser pela Irlanda do Norte ! Um outro país dentro da Irlanda 🇬🇧! Terra do Titanic, de cenários de revistas ou de Game Of Thrones, de lendas… Minha expectativa estava boooombando para essa trip! Será que elas foram alcançadas? O que vocês acham? Façam suas apostas!!! 🤑
Saímos de Dublin um pouco mais tarde do que a primeira roadtrip, as 5h30 da manhã, porque embora estivéssemos indo para outro país, estamos falando de apenas 2h40 de viagem para cruzar a Irlanda. Assim chegaríamos cedo no nosso primeiro destino e daria tempo de fazer tudo o que tínhamos programado. Mais um dia que prometia ser bem frenético. Quem acompanhou a viagem pelo Snapchat 👻 – MartinssDoug – viu que tivemos um probleminha com a internet (o serviço contratado na Irlanda não funcionava na Irlanda do Norte), então a primeira parada foi no Mc Donald’s, para usarmos a internet e então ajustar o GPS para nossa primeira parada oficial: The Dark Hedges, esse corredor de árvores centenárias de tirar o fôlego que foi cenário de Game Of Thrones, onde é conhecida como a estrada do rei, em Westerros.

Essa fileira de árvores de faia foram plantadas pela família Stuart em 1750, com a intenção de criar uma paisagem impressionante para impressionar os visitantes que se aproximavam da entrada da sua mansão, a Gracehill House.

Será que eles gostaram do resultado? Se nós já ficamos babando imagina isso no século 17! 😱

Dali pensamos, e agora? Como faremos com a internet? GPS? Alo? Mundo?… Rs
Paramos em um hotel ali perto, passei o óleo de peroba na cara e pedi a senha da internet para a recepcionista que com toda sua elegância Irlandesa me respondeu que eu poderia usar o tempo que fosse necessário. #CoisasdaIrlandaparte700
Assim seguimos para a Rope Bridge, onde chegamos assim que estava abrindo, as 9h00 da manhã, e o tempo começava a ficar feio. A Carrick-a-Rede Rope Bridge é uma ponte de 20 metros de extensão feita cordas e suspensa 30 metros acima do mar.

Acredita-se que ela tenha sido construída a 350 anos atrás para que pescadores da região pudessem criar salmões. Até chegar de fato na ponte, temos que fazer uma caminhada de 1 km que é nada perto da beleza daquele lugar. 😍

Na entrada para a ponte fica um segurança controlando os tickets e o número de pessoas que podem atravessar a ponte naquele momento. Confesso que com a chuva que caia, o coração dava uma geladinha na descida da escada. Achei que fosse sentir um medinho ao atravessar a ponte, mas não. Foi de boa! Até porque a vista que se tem quando esta atravessando é surreal de linda! Um mar de agua verde-azulado belíssimo que se mistura com uma espécie de Cliffs of Moher… Um espetáculo da natureza!!!

Ao chegar do outro lado, na minúscula ilha de Carrick, podemos ver a Ilha de Rathlin e até um pouco da costa da Escócia. Demaaaais né? Na ilha em si não tem nada de muito especial mas vale a pena ficar um tempinho lá só curtindo o visual! O ticket custa £5.90. Sim, libras. Por fazer parte do Reino Unido, na Irlanda do Norte a moeda corrente é Libra esterlina. 💷
Sorte a nossa ter internet na loja de souvenir, onde também pedi a senha e coloquei nosso próximo destino: Giants Causeway, mais um nome que vai para a lista de lugares de tirar o fôlego. Reconhecida pela Unesco como patrimônio histórico a calçada dos gigantes é uma formação geológica natural resultante de uma erupção vulcânica que ocorreu há cerca de 60 milhões de anos resultando nesse conjunto de cerca de 40 000 colunas prismática de basalto, que parecem escadas feitas de paralelepípedos cuidadosamente empilhados. Bizarro!!!


A lenda diz que…
“Um gigante chamado Finn McCool conhecido pela sua força e habilidades. Um belo dia ele foi insultado pelo gigante escocês Benandonner, que gritava chamando ele de fraco. Finn não podia deixar isso barato! Então, teve a ideia de construir uma “estrada” da Irlanda do Norte até a Escócia com pedaços de penhascos. Ele trabalhou dia e noite e quando a estrada estava pronta foi até o encontro do escocês para desafiá-lo. Acontece que, quando chegou lá ele viu que era muito menor que o outro gigante e então voltou correndo para casa e contou tudo para sua esposa. O escocês viu ele fugindo e correu atrás animado com a luta. A esposa de Finn, Oonagh, para salvar a vida do marido, disse para o gigante escocês que Finn era o bebê deles mas que logo o pai chegaria. Finn pensou: “Se o bebê é deste tamanho, não quero nem ver o pai” e voltou correndo para a Escócia destruindo a calçada construída para que Finn não fosse mais encontrá-lo. Assim, Finn e Oonagh viveram felizes para sempre!”
Se isso realmente aconteceu eu não sei, só sei que seja lá quem for que tenha feito isso, está de parabéns!!!! 😄

A chuva alternava entre chuvisco e tempestade, o que nos impediu de irmos a pé até a calçada. Tivemos que ir de ônibus, pagando 1 libra pra ir e 2 para voltar. É comum relatos de pessoas que caíram na calçada, então nem preciso dizer que em caso de chuva a atenção deve ser redobrada né?
Assim que chegamos na calçada São Pedro resolveu ser legal com a gente e fez a chuva dar uma trégua por um tempo para que pudéssemos fazer nosso tour em paz! #ThankGod!🙏🏻
Pudemos visitar boa parte do parque, mas não tudo pois no final a chuva começou a apertar, nos obrigando a voltar para o Visitor Center. O que vimos foi o suficiente para mais uma vez nos sentimos minúsculos quando comparados a mãe natureza! É realmente inexplicável!🍀


O visitor center foi sem dúvida o mais interativo de todos os que passamos. Lá é exibido um video sobre a formação da calçada, vários jogos interativos para as crianças e adultos que não tem medo de se divertir como se fosse uma! #LikeMe 😁
Interação para todas as idades, váááários produtos de enlouquecer todo consumista (que não é o meu caso! 🙄 ), além de banheiros e restaurante.
O ingresso custa 9 libras e nesse valor tá incluso o estacionamento, o acesso ao visitor center e o audio tour em português, o que é fabuloso porque com aquilo você fica por dentro de cada uma das diferentes colunas e as lendas que as envolvem! Mas se não quiser, não precisa pagar esse ingresso. Estilo Cliffs, sabe? Isso porque não é um parque fechado, ou seja, qualquer um tem livre acesso, mas vale a pena pagar por conta dos benefícios citados acima!
Ficamos um tempo brincando no visitor center, até a chuva dar uma acalmada. Dali seguimos para o Dunluce Castle, ou casa do Greyjoy para aqueles que como eu vivem no mundo de Game Of Thrones! Rs

Esse é uma das mais amplas ruínas de um castelo medieval na Irlanda do Norte. Está localizado na extremidade de um afloramento de basalto e alguns dos vestígios mais antigos do castelo datam do final do século XV. Traduzido literalmente como “forte da colina” é exatamente o que ele lembra. Está aberto para visitação mas não entramos. Seguimos apenas escadaria do lado de fora do castelo que chega próximo ao mar! O que já foi surreal!!!

No final dessa escadaria tem um caminho de grama onde você vai encontrar uma caverna e uma placa com os dizeres: “Perigo, não entre na caverna! Risco de desmoronamento.” #Triste
Mas acho que nem se tivesse aberto eu teria ido. É bem baixo e sinistro, e do lado de fora da pra ver que do lado oposto da entrada tem o mar adentrando as pedras e o fundo do castelo. Uma imagem lindíssima! Seguindo nessa trilha você vai observar outra escadaria que da acesso a um mirante e mais uma bela vista do mar te aguarda por lá. Mas tome cuidado com o vento e com as escadas úmidas, é bem escorregadio!

Pegamos estrada mais uma vez, só porque agora o destino já fazia parte do nosso caminho de volta: Belfast! Terra onde foi construído os navios gêmeos RMS Titanic e Olympic, e onde tem o maior museu dedicado ao navio naufragado mais famoso da história! ⚓️ Nunca sonhei tanto como com este momento! Sou apaixonado por esse filme, por essa história, e tava na hora de realizar mais esse sonho!

Já da estrada o imponente prédio chama nossa atenção. A medida que vamos nos aproximando vamos ficando cada vez mais impressionados. O edifício de 90 pés tem a mesma altura do Titanic, da quilha a ponte. A capacidade é de 3.547 visitantes de uma vez só – a mesma do navio! O local de construção é o gigante Harland and Wolff, onde uma equipe local de 15 mil homens construíram o Titanic e o navio irmão RMS Olympic.


O ingresso custa 17,50 libras e nos permite não só visitar o museu mas também o pequeno e reformado navio Nomadic, que era um barco auxiliar que tinha como função levar os passageiros da primeira e segunda classes ao Titanic. É iraaaaado. Uma volta no passado com um boarding pass direto para o Titanic! Lá pudemos nos vestir como as pessoas da época e também como os tripulantes. Demos uma volta por vários cômodos do navio e tivemos uma ideia de como o povo das primeiras e segundas classes eram tratados! Foi especial!❤
Tivemos que ir primeiro no Nomadic, pois ele fecha primeiro (18h00). Já o museu fecha as 19h00, mas enquanto houver gente dentro ele permanece aberto. São 9 galerias distintas que compõe a exposição, indo desde o ambiente na Belfast industrial até onde o Titanic se encontra hoje! Tudo isso cercado de interatividade, efeitos especiais e um espaço 3D, que faz a visita piso a piso, desde a sala dos motores até a ponte do capitão. Você se sente parte daquilo! Muuuuito da hora!





Outra parte que chamou muito minha atenção foi quando fizemos uma “expedição aquática” pelo Titanic, como se estivéssemos dentro de um submarino visitando os escombros do navio! Tivemos inclusive um guia, nos explicando tudo sobre o processo dele até chegar no fundo do Atlântico. Sem dúvida uma das partes mais interessantes e legais do museu!



Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o museu. 😕 Já havia visitado outras exposições do Titanic, uma em Las Vegas e outra em Orlando, e em ambos haviam maiores áreas de recriação do navio como a grande escadaria, as cabines de todas as classes, mais maquetes e até pedaços do casco do navio. Uma pena né?
Claro que nada tira a emoção de estar no lugar onde foi construído, ver que aquilo tudo que eu só tinha visto nos livros e nas revistas é real, mas sinceramente do museu eu esperava mais, não desmerecendo o que me foi apresentado, lógico! É lindo, gigante, muito especial, mas eu como um alucinado no Titanic, esperava um ‘tcham’ sabe? Rs 😔
Saímos de Belfast quase 8 da noite e claro que ainda era dia. Rs. A fome batia forrrrrte, já que só tínhamos comido sanduíches feitos no carro, com aqueles pães que ganhamos em Birr, maravilhoso mas já não aguentávamos mais! Rs
Paramos em um posto e então comemos hambúrguer! 😂😂😂😂
Enfim, alimentados seguimos para nossa última parada antes de chegar em Dublin: Newgrange e Knowth. Para nossa tristeza chegamos lá e estava fechado!
No outro dia, nosso último dia, tínhamos dois programas para fazer: Guinness Lake e Newgrange e Knowth, e agora com a presença da nossa grávida mais maravilhosa!❤
Fomos primeiro ao Guinness Lake, cujo nome oficial é Lough Tay, mas é chamado de Guinness justamente por ser bem escuro e com as bordas claras, lembrando muito a cerveja e também por a casa que tem a beira do lago pertencer a família. Casa esta que já recebeu celebridades como Michael Jackson e Mel Gibson. #Básico

Várias trilhas estão a disposição daqueles mais aventureiros e também é muito comum ver pessoas pedalando ao longo daqueles vales! 🚵 Quando eu voltar sem dúvida vou querer trilhar por esses lugares!!! Obviamente o lago não é feito de cerveja, mas leva essa coloração por um material natural que é encontrado na região, como se fosse uma madeira úmida e escura que dá a coloração aos lagos e rios da região.

Dali seguimos para o Conjunto Arqueológico do Vale do Boyne, ou Newgrange, um complexo arqueológico tão importante que é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Tá, e o que faz esse lugar tão especial?
Newgrange é uma tumba que foi construída a modo que, ao nascer do sol do dia mais curto do ano (solstício de inverno), a luz do sol entre pela porta da tumba e ilumine o piso da câmera funerária no final de um longo corredor, apenas por exatos 17 minutos! Para admirar esse momento único no ano é preciso participar de um sorteio para adquirir os ingressos. Newgrange foi construído em 3.200 a.C., uns 500 anos antes das pirâmides do Egito. Ta bom ou quer mais? Rs 👽



Chegamos lá todos animadinhos e prontos para começar a aventura até que vem uma senhora e nos diz: “Não tem mais ingressos para visitar Newgrange!”. Meu mundo caiu e já estava preparado para chorar, mas antes que isso acontecesse ela disse: “Mas temos para visitar Knowth.”. Tá né? Já que estamos aqui… 😣
Compramos nossos ingressos e então seguimos para o ônibus que nos levaria a tumba propriamente dita. Tudo muito bem organizado e sinalizado, claro!
A visita era guiada e o guia era sensacional. Ele nos mostrou como esse lugar foi sendo reciclado ao longo do tempo, evoluindo de edifício funerário à centro de um povoado. Essa é diferente de Newgrange, porque ao redor de um grande monumento funerário podemos ver outros 18 menores, como se fossem satélites do grandão.

O guia era sensacional e nos mostrou como este lugar foi sendo reciclado ao longo do tempo. De edifício funerário à centro de um povoado. Este lugar é diferente de Newgrange, porque ao redor de um grande monumento funerário vemos outros 18 menores, como se fossem satélites do grandão, sendo alguns interligados por corredores subterrâneos. Impressionante né?
Não só por isso que ela impressiona! Sua construção também é motivo para ficarmos de boca aberta. Foram necessários muitos braços para construir Knowth. A parte inferior do círculo é formada por pedras que foram decoradas através da técnica da incisão.

Em cima dessas pedras, uma placa de granito recoberto por quartzo. O lugar mais próximo onde eles podem ter retirado este mineral está a 80 Km de Knowth! 😱 Alguns blocos dessa estrutura pesam até 4,5 toneladas e foram trazidos de uma pedreira que está a 4Km de distância. Uma verdadeira loucura!!!! 👽


Segundo os estudiosos somente para transportar estes blocos seriam necessários 45 dias e 80 homens!!! O melhor disso tudo? Pudemos entrar nela!!!! Louco! Muito louco!! E também andar na parte superior, que era usada pelo povo para ter uma vista total da região!

Inexplicável! Toda minha frustração de não ter ingresso para irmos a Newgrange foi recompensada! 🙃 Foi inesperado, impressionante e lindo! Se quiser ir e visitar os dois minha dica é: Chegue cedo! Eles não vendem ingressos antecipados e o parque tem um número restrito de pessoas que podem visitar por dia. Então agora que você já tem essa dica, não vacile! E se for, me conte como foi, pois li relatos de pessoas que foram e dizem ser inexplicavelmente único! Voltaram ainda mais apaixonados e impressionados! #DougQuerSaber
Ai ai ai… to aqui a alguns minutos pensando em como vou me despedir… 😢 Quantas alegrias esse país me deu! Quantas surpresas! Programa por amor e para celebrar a amizade… A Irlanda já tinha tudo para ser especial. Mas não… veio e me deu uma rasteira de paixão, de beleza, de educação, de gentileza, de alegria, de simpatia. De noitadas sem fim, e belezas de tirar o ar! O que era para ser perfeito conseguiu ser ainda mais! Já não vejo a hora de voltar! 💚

Obrigado Isa, Gustavo e baby Chloe, muuuuuito obrigado por me proporcionarem isso! Se não fosse por vocês, nada disso teria acontecido! Por causa de vocês agora tenho uma nova paixão! Já são poucas né? hahahaha Cris, sua linda! Obrigado pela parceira, por compartilhar tantas loucuras e insanidades. Pelas risadas no carro. Pelas dormidas com ataques de riso. Por ser Dj. Por fazer o melhor sanduba enquanto eu dirijo. Por ser minha piloto de fuga! hahahaha Por tudo!!! Já tá na hora de programarmos outra! E obrigado a vocês que estiveram comigo durante tudo isso! Foi lindo! Amei receber as mensagens de vocês e ver que vocês também se apaixonaram pela Irlanda, assim como eu! Se estiverem indo pra lá e precisarem de companhia, me chamem! Rs 🍀
Um beijo já com saudade da Ilha Esmeralda, 💚
Doug Pelo Mundo.
